A rotina Monitoramento de Fábrica disponibiliza as seguintes opções entre campos e controles:
• Capacidade de Projeto: Considera o tempo de calendário e turno e a capacidade da máquina (somente para máquinas que possuam Unidade de Capacidade diferente de branco), ou seja, tempo x capacidade projetada de operação normal.
Caso no Centro de Trabalho da Máquina esteja especificada uma Unidade Capacidade, será levada em consideração a capacidade especificada na Máquina.
Exemplos
• Com Unidade de Capacidade informada (diferente de horas):
Centro Trabalho – Forno – Unidade de Capacidade - KG
Máquina – Forno1 – Cap Centro Trabalho = 5000
Tempo Disponível (Calendário x Turno) = 5 horas
5 horas x 5000 kg = Capacidade 25000 kg
• Com Unidade de Capacidade em horas:
Centro Trabalho – Forno – Unidade de Capacidade não definida (branco)
Máquina – Forno1 – Cap Centro Trabalho = 5000
Tempo Disponível (Calendário x Turno) = 5 horas
5 horas x 1 = Capacidade 5 horas
Quando não definimos Unidade de Capacidade todos os cálculos serão realizados em horas.
Soma de todas as capacidades diárias exibidas no detalhe.
• Capacidade Efetiva
Capacidade do Projeto – (Paradas Programadas x Capacidade Máquina)
Em que:
Parada Programadas = Tempo de Paradas Programadas, como por exemplo: Manutenções Preventivas. (Tempo de Parada Previsto)
• Capacidade Real
Diferença entre a Capacidade efetiva e Paradas não Programadas. Neste caso teremos o volume de capacidade real disponível que será utilizada para transformação.
Volume real = Capacidade de Projeto – (Tempo Total de Parada x Fator Capacidade)
• % Disponibilidade Real
Representa percentualmente, a relação entre o Volume Real de Produção e a Capacidade do Projeto.
Disponibilidade real = Volume de Produção Real / Capacidade de Projeto * 100
• % Utilizada
Pode possuir duas formas de apuração:Quando não informada Unidade de Capacidade:
Utilização = (Volume de Produção Real - Horas sem Apontamento) / Volume de Produção Real
Quando existir uma Unidade de Medida de Capacidade:
Utilização = Somatória(Quant. Processada ) / Volume de Produção Real
em que:
Quantidade Processada = Capac. Utilizada Operação / Unidades Operação * Quantidade Prevista Split / Quantidade Reportada Split
Help_buttonImportante:
Quando utilizando este conceito para obter corretamente os indicadores faz-se necessário utilizar a dimensão Unidade Capacidade como a primeira dimensão.
• % Qualidade
Representa percentualmente a relação entre as quantidades refugadas e as quantidades reportadas.
Qualidade = ((Somatório das Quantidades Reportadas - Quantidades Refugadas) / (Somatório das Quantidades Reportadas)) * 100
Ou seja Qualidade = Quantidade Aprovada / Quantidade Produzida
• % Qualidade Real
Taxa de Qualidade real. Não se trata da taxa de qualidade de saída da fábrica, mas sim aquela existente nos processos e sem considerar o retrabalho nas peças com defeitos.
• % Eficiência
Representa percentualmente a relação entre o tempo de operação padrão e o somatório dos tempos realizados. Pode-se ainda considerar o fator de refugo para determinar a eficiência.
Eficiência = Somatório dos Tempos de Operação Padrão / Somatório dos Tempos de Operação * 100
Caso esteja marcado o parâmetro ‘Setup altera eficiência’, deverão ser considerados os tempos de setup:
Eficiência = (Somatório dos Tempos de Operação Padrão + Tempo de Setup Padrão) / (Somatório dos Tempos de Operação + Tempo Setup) * 100
Considerando fator de refugo – Qualidade:
Eficiência = Somatório dos Tempos de Operação Padrão / Somatório dos Tempos de Operação * 100 * Qualidade
• % Eficiência Líquida (NEE)
A eficiência líquida visa medir o desempenho do tempo em funcionamento, sem considerar o fator disponibilidade real como é feito no OEE.
Eficiência * Qualidade Real / 100
• % Eficiência Geral (OEE)
A eficiência geral, ou OEE (Overall Equipment Efficiency) mede o desempenho global de um processo ou sistema e é mais uma contribuição dada pela gestão japonesa. Inicialmente desenvolvida para apoiar a filosofia TPM (Total Productive Maintenance), o OEE foi gradualmente sendo aplicado à generalidade das situações não se limitando a processos industriais. O OEE é medido da seguinte forma:
OEE = % Eficiência * % Disponibilidade * % Qualidade Real
• % Produtividade (TEEP)
Este indicador é recomendado exclusivamente para medição de recursos críticos, pois representa a Produtividade Efetiva Total do Equipamento. Por se tratar de medição de recurso crítico, todo o tempo possível para produção é considerado como tempo disponível do recurso (inclusive paradas programadas); assim, este indicador apresenta o percentual de produtividade em relação ao tempo total do recurso.
Eficiência * Qualidade Real * Utilização * Disponibilidade Real / 1000000
• Takt Time
Ritmo de produção, que seria a capacidade, em quantidade, de peças a serem produzidas por minuto. Capacidade Real * 60 / Quant Reportada
• BTS (BTSS, BTSV, BTSM)
Veja mais detalhes no conceito BTS.